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Filhos maduros na Igreja

Filhos maduros na Igreja

*Parte integrante do livro “Eu sou José | maturidade espiritual para homens de influência”

 

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"José é uma árvore frutífera, árvore frutífera à beira de uma fonte, cujos galhos passam por cima do muro.” Gênesis 49:22

 

Essa é a grande mudança de paradigma. Ao invés de acreditamos que as pessoas vocacionadas para o mercado têm um chamado para suportar, abençoando financeiramente a igreja, precisamos entender que a igreja é a fonte, ela é o suporte a partir da qual as pessoas cumprirão seus chamados lá fora.

 

Para dar frutos, filhos maduros precisam estar plantados à beira da fonte. Sem estarmos conectados ao corpo, não temos como frutificar. Mesmo aqueles que não têm um chamado “para a igreja” nosso chamado é “a partir da igreja”.

 

Mas nos últimos dias acontecerá que o monte da casa do SENHOR será estabelecido no cume dos montes, e se elevará sobre os outeiros, e a ele afluirão os povos. E irão muitas nações, e dirão: Vinde, e subamos ao monte do Senhor, e à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine os seus caminhos, e andemos pelas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém a palavra do Senhor. Miquéias 4:1,2

 

A Bíblia nos ensina que o chamado sacerdotal não é uma escolha que parte de nós, ninguém escolhe ser um pastor, esse é um chamado feito por Deus.

E ninguém toma para si esta honra, senão o que é chamado por Deus, como Arão.   (Hb 5:4)

 

A palavra também nos ensina que precisa haver paternidade para haver sacerdócio. Desde o estabelecimento do sacerdócio em Arão o sacerdócio é estabelecido dessa maneira.

Note que a raiz da palavra cultura é a palavra “culto”. Cultura é a fé externada, e tudo aquilo que um povo acredita se traduz em suas práticas, festas e costumes, isso se torna em sua cultura.

 

Apóstolos maduros, Profetas maduros, Pastores maduros, Mestres maduros, Evangelistas maduros, liderando a igreja para assumir sua posição de influência na sociedade.

 

Virão muitos povos e dirão: "Venham, subamos ao monte do Senhor, ao templo do Deus de Jacó, para que ele nos ensine os seus caminhos, e assim andemos em suas veredas". Pois, a lei sairá de Sião, de Jerusalém virá a palavra do Senhor. Ele julgará entre as nações e resolverá contendas de muitos povos. Eles farão de suas espadas arados, e de suas lanças foices. Uma nação não mais pegará em armas para atacar outra nação, elas jamais tornarão a preparar-se para a guerra. Venha, ó descendência de Jacó, andemos na luz do Senhor! Isaías 2:3-5

 

Apóstolos, Profetas, Mestres, Pastores e Evangelistas, um novo nível de entendimento do funcionamento dos ministérios, com o foco na função e não nos títulos. Um novo nível de maturidade e entendimento do papel dos filhos chamados para um dos cinco ministérios, a respeito da sua real responsabilidade em  preparar os santos para a obra do ministério, para que o corpo de Cristo seja edificado, até que todos alcancemos a unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, e cheguemos à maturidade, atingindo a medida da plenitude de Cristo.

 

Não deixemos de reunir-nos como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês vêem que se aproxima o Dia. Hebreus 10:25

 

 

O julgamento começa pela própria casa

 

“Chegando a Jerusalém, Jesus entrou no templo e ali começou a expulsar os que estavam comprando e vendendo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos que vendiam pombas e não permitia que ninguém carregasse mercadorias pelo templo. E os ensinava, dizendo: "Não está escrito: ‘A minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? Mas vocês fizeram dela um covil de ladrões".

Os chefes dos sacerdotes e os mestres da lei ouviram essas palavras e começaram a procurar uma forma de matá-lo, pois o temiam, visto que toda a multidão estava maravilhada com o seu ensino.” Marcos 11:15-18

 

“Covil” não é propriamente o lugar onde ladrões praticam o roubo, mas onde os ladrões costumam se esconder!

 

Derrubou a mesa dos Cambistas. Não importava muito como você ganhava seu dinheiro, eles faziam um “câmbio” na porta do tempo, transformando seu denário romano ou sua dracma grega em siclos de prata (shekels e meio shekels) que eram as moedas aceitas no tempo.

 

Através desses textos, podemos perceber que naquela época, os sacerdotes não estavam muito preocupados com a forma como você ganhava sua vida, tratava sua família, ou seu relacionamento com Deus, desde que você trouxesse as suas ofertas “de maneira adequada”.

 

Se você fosse uma pessoa pobre e não pudesse sacrificar um boi ou uma ovelha, uma pomba seria aceita como sacrifício, mas isso demandaria também um esforço de sua parte. Você já tentou caçar uma pomba?

 

Alguns vendiam pombas, isso não demandava sacrifício daqueles que iriam fazer a oferta, e alimentava os bolsos daqueles que as vendiam. Tratava-se de comodidade. Jesus derrubou a cadeira daqueles que vendiam pombas, expondo um sistema “fast food”, de ofertas criado no templo um “delivery” de bênçãos, que trazia comodidade para todos naquela época.

 

Em uma clara referência ao profeta Jeremias, ao acusá-los de fazerem do templo um “covil de ladrões”, Jesus estava expondo um sistema religioso onde todos se escondiam atrás de uma prática religiosa vazia, que não condizia em nada com suas vidas e suas ações fora do tempo.

 

O sistema religioso da época tinha se transformado em um cômodo padrão de compra e venda dos “favores de Deus”, onde todos acreditavam que se beneficiavam desse comércio.

 

Jesus não estava julgando apenas os sacerdotes. A palavra nos revela que tanto os que vendiam como os que compravam no tempo ficaram admirados com o ensino de Jesus. Para eles, um sistema religioso baseado em uma disfarçada relação comercial era algo cômodo, e não confrontava sua maneira de valores e suas vidas.

 

‘Vocês pensam que podem roubar e matar, cometer adultério e jurar falsamente, queimar incenso a Baal e seguir outros deuses que vocês não conheceram, e depois vir e permanecer perante mim neste templo, que leva o meu nome, e dizer: Estamos seguros!, seguros para continuar com todas essas práticas repugnantes?

Esse templo, que leva o meu nome, tornou-se para vocês um covil de ladrões? Cuidado! Eu mesmo estou vendo isso’ ", declara o Senhor. Jeremias 7:9-11