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Filhos maduros na Economia

Filhos maduros na Economia

*Parte integrante do livro “Eu sou José | maturidade espiritual para homens de influência”

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Sim, Deus ama o comércio!  Por mais que essa afirmação possa parecer uma blasfêmia, e um dos chamados vistos como mais “seculares” e menos “sagrados” a partir da nossa visão de mundo tão influenciada pela cultura “grega”, pode parecer difícil encontrarmos um propósito espiritual em algo tão “secular”.

 

Comércio é a distribuição e troca de bens. Comércio é relacionamento, e Deus ama os relacionamentos. Cada tribo de Israel era capacitada em uma área, e isso fazia com que se relacionassem entre elas, através do comércio.

 

O comércio é corrompido a partir do momento que o dinheiro ou o lucro passe a ser a principal motivação dos negócios.

 

Alguns podem discordar dessa afirmação, argumentando que nenhuma empresa funciona sem lucro, porém esse não deveria ser o objetivo principal de qualquer negócio. Da mesma forma que não vivemos sem respirar, e nem por isso o ato de respirar se transforme em nosso objetivo máximo de vida.

 

Não há dúvidas que ser economicamente viável é um desafio para muitos negócios, e em um cenário de busca pela sobrevivência, obviamente essa questão passa a ter relevância ainda maior do que deveria em condições de normalidade, porém, nossa mentalidade passa a acreditar que o lucro deveria ser o objetivo principal das empresas, dentro de qualquer circunstância.

 

Você se sentiria confortável com um médico que pratica a medicina apenas pela possibilidade de enriquecer? Ou entregaria sua causa na justiça a um advogado que deixasse claro que não tem amor nenhum pela profissão, mas sua escolha de carreira foi motivada majoritariamente por ganhos financeiros?

 

“Uma empresa que visa o lucro é, não apenas falsa, mas também irrelevante. O lucro não é a causa da empresa, mas sua validação. Se quisermos saber o que é uma empresa, devemos partir de sua finalidade, que será encontrada fora da própria empresa. E essa finalidade é criar um cliente.” Peter Drucker

 

E a respeito de um político, que confessasse que não sente que tem um chamado para o serviço público, mas que está ali simplesmente pelo poder e possiblidade de ganhos pessoais?

 

Onde há quebra de propósitos algo é corrompido, perde sua função e seu funcionamento correto.

 

Da mesma forma, como comerciantes, deveríamos nos envergonhar se tivermos que admitir que apenas lucro é único motivador do nosso empreendimento. Se não tivermos um propósito maior, e a busca pelo lucro tenha não assuma um papel de relevância maior do que deveria.

 

Sem o contexto correto e estudo da vida de José, poderíamos concluir que ele agiu em “esperteza” e acumulou recursos para lucrar às custas do povo, porém essa não é a narrativa de Gênesis.

 

Sua motivação não era enriquecer o Faraó e o Egito, ainda que muitas vezes a prosperidade seja consequência e subproduto das nossas ações, quando buscamos algo com a motivação correta.

 

“Esse estoque servirá de reserva para os sete anos de fome que virão sobre o Egito, para que a terra não seja arrasada pela fome." Gênesis 41:36

 

Nossos planos devem ter um motivo maior, ainda que a necessidade de recursos e de viabilidade econômica e financeira tenha que ser considerada, não podemos limitá-los como objetivo maior de nossas vidas, ou operaremos em corrupção.

 

Todos que operam no comércio sabem que a avaliação de um recurso está diretamente relacionada à sua relação de oferta demanda, sazonalidade, e obviamente José entendia isso.

 

José não fez uma reserva de recursos como uma conta bancária gorda, José contraiu estoques! Estoques de um recurso em abundância. Quem hoje construiria armazéns e criaria todo um sistema de logística, para armazenar estoque de um recurso que apresenta fartura e sobra, ano após ano?

 

Se não tivesse conhecimento dos ciclos, e não estivesse enxergando o mercado de um ponto de vista privilegiado, jamais teria tomado essa decisão.

 

A natureza criada aguarda com expectativa a manifestação dos filhos de Deus.

 

Nossa geração anseia por homens que operem no mesmo padrão, e possam trazer o caráter e o poder de Deus, para solucionar os problemas reais do nosso tempo.

 

As revelações e os planos de Deus serão revelados para aqueles que estão dispostos a colocá-los em prática, em prol de um objetivo maior do que eles mesmos. Que não estejam corrompidos por ambição egoísta ou operando em benefício próprio.

 

Poderia alguém ser puro com balanças desonestas e pesos falsos? Miquéias 6:11

 

Inseridos em ambientes onde Mamóm tem exercido o seu domínio e deixando seus rastros de crise e escassez, frutos de ambição egoísta e ganância, dois lados de uma mesma moeda, exatamente como uma moeda que Jesus pegou em sua mão para ilustrar como Mamóm opera.

 

A linguagem profética é uma ponte entre a Igreja e o mercado, e temos na vida de José alguns ensinamentos importantes sobre o modelo de comércio do Reino.

Nossa sociedade está profundamente influenciada por um sistema econômico opressivo, onde a riqueza é o objetivo a ser perseguido, e não um meio para comprimirmos os objetivos maiores para o qual fomos chamados. Os filhos maduros serão aqueles que irão operar pela motivação correta, receberão sabedoria sobrenatural e dons proféticos para criar, administrar e compartilhar riquezas.

 

E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção. (Gênesis 12:2)

 

Desde Abraão o propósito de Deus é nos abençoar, e nos fazer canal de benção para outros.

 

Josés na economia serão aqueles que não se curvarão à Mamóm. Não serão seduzidos pelos enganos das riquezas, e entenderão que toda provisão vem do Senhor. Apenas mordomos e administradores dos recursos que Ele coloca em nossas mãos, multiplicarão os talentos e os utilizarão em favor do Reino.

 

“O Senhor estava com José, de modo que este prosperou.” Gênesis 39:2a

 

O favor de Deus pode ser visto constantemente na vida de José, mesmo nos momentos de maior adversidade, a soberania de Deus e governo sobre todas as circunstâncias, o favor que José encontrou diante dos homens, a facilidade em administrar recursos.

 

Notas tecnologias, novos modelos de negócios, novos sistemas financeiros, meios que serão utilizados para carregar o Evangelho e a cultura do Reino para onde essas novas rotas de comércio os levar, e ensinando sobre os princípios de negócios e finanças de acordo com os protocolos do Reino. Serão como uma escola de negócios.

 

Como José, experimentarão um novo nível de prosperidade que vem do Senhor, com objetivos específicos para Reino, serão mantenedores, e terão o coração pronto a contribuir generosamente e com alegria.

 

Temos diferentes dons, de acordo com graça que nos foi dada. Se alguém tem o dom de profetizar, use-o na proporção da sua fé. Se o seu dom é servir, sirva; se é ensinar, ensine; se é dar ânimo, que assim faça; se é contribuir, que contribua generosamente; se é exercer liderança, que a exerça com zelo; se é mostrar misericórdia, que o faça com alegria. (Romanos 12:6-8)

 

Nosso relacionamento com Deus irá se manifestar em nossos negócios, é lá que manifestaremos o caráter da abundância do Reino.